Archive for fevereiro, 2008

FINAL DO IV CONCURSO NACIONAL DE INTERPRETAÇÃO VIOLONÍATICA DO IV FENAVIPI

Os ganhadores do concurso

1º – MARCOS FLÁVIO (Pouso Alegre – MG)
Fantasia VII (John Dowland)
Sanatina – II e III movimentos (F. Moreno Torroba)

2º – VICTOR CASTRO (São Luis – MA)
Fantasia Húngara (Johann Kaspar Mertz)
Usher Waltz, Op. 29 (Nikita Koshkin)

3º – LUIZ FRANCISCO FOSCHI PEREIRA (Ilha Solteira – SP)

Estudo Nº 08 (Heitor Villa-Lobos)
La Catedral (Agustín Barrios)
Prelúdio Saudade
Andante Religioso
Allegro Solemne

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PÉROLAS AOS POBRES

Certa feita, ouvi da coreógrafa cearense Dora Andrade uma observação irretocável: “A desigualdade social no Brasil tem muitas causas; uma delas reside no fato de só oferecerem às crianças pobres opções pobres”. Dora fala com a autoridade de quem dirige uma instituição modelo, a Escola de Dança e Integração Social para Crianças e Adolescente (EDISCA) que oferece o melhor em matéria de educação artística às crianças em situação de risco de Fortaleza.Os resultados não poderiam ser mais animadores: prêmios e mais prêmios dentro e fora do Brasil. Dora pensa com clareza e realiza com objetividade. Diz ela: “O nosso sistema educacional precisa ser revisto: num futuro próximo, os trabalhos simples serão executados por máquinas; as pessoas terão que ter uma formação sofisticada para realizar o que a tecnologia não poderá fazer; teremos de utilizar nosso potencial criativo, nosso poder transformador”. Tive oportunidade de assistir ao espetáculo “Duas Estações“, montado pela EDISCA, e não me lembro de ter visto nada mais bonito em minha vida.

Essas reflexões me ocorrem no momento em que estamos encerrando a 4ª edição do Festival Nacional de Violão do Piauí, evento que, por sua importância, tornou-se referência obrigatória no calendário cultural do Estado. Realizar a primeira edição do FENAVIPI foi pouco menos que uma temeridade. Planejamos e realizamos o festival em exatos 30 dias. É certo que, desde o primeiro momento, contamos com as bênçãos do nosso padroeiro, são Turíbio Santos, que nos abriu portas em toda parte. Ainda assim, não foi fácil. A maior de todas as dificuldades foi convencer os piauienses de que poderíamos fazer um bom festival de violão em Teresina. Os mais otimistas afirmavam: “Não vai dar certo: infelizmente, não temos nenhuma tradição em matéria de música instrumental”. Evidentemente a idéia do Festival não nasceu do nada. Venho acompanhando, há muito tempo, o trabalho corajoso e solitário do violonista Erisvaldo Borges, um cidadão que agrega em si talento, competência e disposição para o trabalho. Em pouco mais de 20 anos de atividade pedagógica, Erisvaldo já formou um punhado de jovens violonistas que, a exemplo dele, estão formando novos instrumentistas, num processo que se avoluma, com resultados surpreendentes. A Prefeitura de Teresina, através da SEMEC, resolveu entrar nessa ciranda e, este ano, pelo menos 340 crianças estarão estudando violão clássico nas escolas do município. Louvável iniciativa: opções ricas para crianças pobres de uma cidade muito pobre. A participação de um punhado de violonistas-mirins na abertura do Festival (dia 21) demonstrou claramente o que a educação de qualidade pode fazer pelas crianças. Esse é o tipo do investimento com retorno garantido. Não existe instrumento de inclusão social mais eficiente do que a arte.

Este ano, o FENAVIPI contou como inestimável apoio da Petrobras que, através das leis de incentivo à cultura, patrocinou o festival. A Prefeitura e os demais parceiros nos propiciaram o indispensável apoio local. Resultado: milhares de piauienses tiveram a oportunidade de assistir, gratuitamente, a recitais do mais alto nível. Os recitais são a parte mais visível do FENAVIPI; o maior ganho,contudo, é propiciar aos músicos piauienses contato com os grandes nomes da música instrumental contemporânea. Resumindo tudo: pérolas aos pobres.

Cineas Santos

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SEMIFINAL DO IV FENAVIPI

CLASSIFICADOS PARA A SEMIFINAL DO IV CONCURSO DE INTERPRETAÇÃO VIOLONÍSTICA DO IV FENAVIPI

PRIMEIRO GRUPO A SE APRESENTAR (22/02/2008)

- EDGAR GOMES MARQUES JUNIOR (Salvador – BA)
Sonata (I & II Movimentos)
Estudo Nº 11 (Heitor Villa-Lobos)

- HEDER DIAS J. DE VASCONCELOS (João Pessoa – PB)
La Catedral (Agustín Barrios) – Prelúdio – Andante Religioso – Allegro Solemne
Estudo Nº 6 (Francisco Mignone)

- ODÍLIA RAQUEL SANTANA (Fortaleza – CE)
Capricho Árabe (Francisco Tárrega)
Julia Florida (Agustín Barrios)


- LUIZ FRANCISCO FOSCHI PEREIRA (Ilha Solteira – SP)
Usher Waltz, Op. 29 (Nikita Koshkin)
Romanze (Niccolo Paganini)

- LUCAS PIMENTEL TELLES (Belo Horizonte – MG)
Prelúdio e Fuga BWV 998 (J. S. Bach)
Estudo Nº 07 (Heitor Villa-Lobos)

SEGUNDO GRUPO A SE APRESENTAR (23/02/2008)

- BRENO INGLIS FAVACHO (Belém – PA)
Fantasia 07 (John Dowland)
Hommage à Tarrega (Joaquin Turina)
Garrotin
Soleares

- MISAEL DE ARAÚJO CARVALHO JÚNIOR (Belém – PA)
Rondo Nº 03 (D. Aguado)
Estudo Nº 01 (M. Camargo Guarniere)

- VICTOR CASTRO (São Luis – MA)
Saudade Nº 3 (Roland Dyens)
Elegy (J. K. Mertz)

- MARCOS FLÁVIO (Pouso Alegre – MG)
Suíte BWV 995 – Prelúdio (J. S. Bach)
Sonatina – Allegreto (F. Moreno Torroba)

- THIAGO FERNANDO BANDEIRA DE LIMA (João Pessoa – PB)
Prelúdio BWV 995 (J. S. Bach)
Chôro da Saudade (Agustín Barrios)

- RENAN COLOMBO SIMÕES (Vila Velha – ES)
Introdução, Tema e Variações sobre um tema de Mozat, Op. 09 (F. Sor)Sonata – Fandangos y Bolero


Erisvaldo Borges
(Coordenador)

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Relação do alunos aprovados em vestibulares 2008

RELAÇÃO DE APROVADOS NO VESTIBULAR (UESPI)
ALUNOS OFICINA DA PALAVRA

Paula Poliana Olimpio de Melo Sousa
Lourival da Silva Burlamaqui Neto
Fabrício de Sousa Araújo
Francisco Eric Guimarães Lima
Fernanda Ribeiro de Santana
Raphael Lima Bemvindo
Maximo Peixoto Rocha Neto
Herton Luiz Alves Sales Filho
André de Paula Silva Ramos
Francisco de Brito Melo Junior
Pablo Luiz Bezerra de Castro
Jose Eduardo da Cruz Sales
Kassio Alencar Rodrigues
Breno de Oliveira Ferreira
André de Carvalho Amorim
Rui Larrion Neco de Sousa
Deyvid Ruan da Silva Setúbal
Denise Moreira de Galiza
Rafael Monteiro Veras
André Lima e Silva
RELAÇÃO DOS APROVADOS NO VESTIBULAR (UFPI)
ALUNOS OFICINA DA PALAVRA

João Batista da Silva Neto
Elenir de Araújo Lago
Gilson Fernando Gonçalves Loiola
Maximo Peixoto Rocha Neto
Herton Luiz Alves Sales Filho
Viviane Saraiva Leitão Viana
Priscila Figuieredo Cruz
Perla do Amaral Oliveira
Marcos Vinicius do Amaral Oliveira
Lucas Duarte Pessoa
Amaro Felipe Neco de Sousa
Lourival da Silva Burlamaqui Neto
Paulo Poliana Olimpio de Melo Sousa
André de Carvalho Amorim
Caticiara Feitosa de Lima
Denise Moreira de Galiza
Rafael Monteiro Veras
Cadmo Barbosa Feitosa da Silva
Francisco Eric Guimarães Lima
Alynne Moreira Reis Borges da Silva
Raphael Lima Bemvindo
Breno de Oliveira Ferreira

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PROGRAMAÇÃO DO IV FENAVIPI

PROGRAMAÇÃO

MASTERCLASS E PALESTRAS PARA AVANÇADOS – 100 VAGAS
(Auditório M. Paulo Nunes – Oficina da Palavra)

22/02/2008 – Das 8h às 11h – Palestra: Violão: Um Olhar Pedagógico / Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com HENRIQUE PINTO

22/02/2008 – Das 15h às 17h e 30min – Palestra – Interpretação no Violão das Obras para Alaúde de Bach / Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com GILSON ANTUNES

23/02/2008 – Das 09h às 11h – Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com FABIO ZANON

23/02/2008 – Das 15h às 17h e 30min – - Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com ANA VIDOVIC

24/02/2008 – Das 9h às 12h – - Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com JOÃO CARLOS VICTOR

24/02/2008 – Das 15h às 17h – - Palestra: O Processo Composicional de Sebastião Tapajós – com SEBASTIÃO TAPAJÓS.

MASTERCLASS E PALESTRAS PARA INICIANTES – 150 VAGAS
(Auditório Convívio Cultural – Instituto Dom Barreto)

22/02/2008 – Das 9h às 12h – Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com GILSON ANTUNES
22/02/2008 – Das 14h às 17h – Palestra: Violão: Um Olhar Pedagógico / Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com HENRIQUE PINTO

23/02/2008 – Das 09h às 11h – Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com ERISVALDO BORGES

23/02/2008 – Das 11h às 12h – Palestra – Luteria Violonística- com GILBERTO GUIMARÃES

23/02/2008 – Das 15h às 17h – Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – com JOÃO CARLOS VICTOR

24/02/2008 – Das 08h às 11h – Masterclass – Interpretação Violonística (seleção de 04 alunos) – FABIO ZANON

RECITAIS

21/02/2008 – 20h – Recital com ANA VIDOVIC – Local: Theatro 04 de Setembro
22/02/2008 – 08h – minirecital com FELIPE VILARINHO FRANÇA – Local: Auditório Convívio Cultural (Instituto Dom Barreto)

22/02/2008 – 11h – recital com EMANUEL NUNES e QUARTETO PIAU – Local: Auditório do CEFET

22/02/2008 – 14h – recital com ERISVALDO BORGES – Local: Auditório Manuel Paulo Nunes (Oficina da Palavra)

22/02/2008 – 19h – recital com FABIO ZANON – Local: Auditório Manuel Paulo Nunes (Oficina da Palavra)

22/02/2008 – 21h – show com SEBASTIÃO TAPAJÓS e FAGNER VIANA – Local: Auditório Convívio Cultural (Instituto Dom Barreto)
23/02/2008 – 08h – minirecital com JOSUÉ COSTA – Local: Auditório Convívio Cultural (Instituto Dom Barreto)

23/02/2008 – 08h – recital com JOÃO CARLOS VICTOR – Local: Auditório Manuel Paulo Nunes (Oficina da Palavra)

23/02/2008 – 10h – recital com o DUO COSMO E DAMIÃO – Local: Teatro do Boi

23/02/2008 – 11h – recital com GILSON ANTUNES – Local: Auditório Manuel Paulo Nunes (Oficina da Palavra)

23/02/2008 – 14h – minirecital com ALUNOS DO PEOJETO MUSICALIZANDO ATRAVÉS DA PRÁTICA COLETIVA DE VIOLÃO – Local: Auditório Convívio Cultural (Instituto Dom Barreto)

23/02/2008 – 20h – recital com NONATO LUIZ – Local: Auditório Manuel Paulo Nunes (Oficina da Palavra)
24/02/2008 – 10h – recital com a ORQUESTRA DE VIOLÕES DE TERESINA – Local: TEATRO JOÃO PAULO II

24/02/2008 – 20h – RECITAL COLETIVO (com todos os professores do IV FENAVIPI e convidados especiais) – Local: Theatro 04 de Setembro

Toda a programação do IV FENAVIPI é gratuita.

Às Masterclasses e Palestras terão acesso somente os inscritos no IV FENAVIPI.

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SALIPI: UM PROJETO EM CURSO

Sempre que faz referência ao Salão do Livro do Piauí, o escritor Edmílson Caminha recorre a uma frase de efeito que, exagero à parte, reflete bem o que significa realizar cada edição do SALIPI. Diz ele: “Se os organizadores soubessem que seria impossível, não teriam feito”. Quando se lançaram na empreitada de criar o salão do livro no Piauí, abril de 2003, nenhum dos organizadores tinha uma idéia precisa do tamanho da enrascada em que estava se metendo. Em primeiro lugar, não tinham experiência em eventos desse do gênero; em segundo, lugar não dispunham de recursos financeiros para bancar um empreendimento de tal porte. O SALIPI, a exemplo de tantos outros empreendimentos, poderia ter morrido no nascedouro sem maiores traumas. O que ficou patente é que, embora não o manifestasse, a população do Piauí, notadamente os teresinenses, ansiavam muito por uma bienal do livro. Realizada em julho de 2003, a 1ª edição do SALIPI superou as expectativas mais otimistas: sucesso absoluto.

Só então os organizadores do evento se deram conta de que o Salão trouxe tamanha satisfação e gerou tantas expectativas que seria impossível recuar ou desistir. O problema agora era de outra ordem: como realizar, a cada edição, um salão sempre melhor com recursos tão escassos? Infelizmente, a despeito dos esforços empreendidos, o Salão do Livro do Piauí, até o momento, não foi contemplado por nenhuma das leis de incentivo a cultura existente no país, o que deixa patente o seguinte: ou falta competência aos organizadores para “cavar” os recursos existentes ou o livro continua sendo apenas um subproduto no emergente mercado brasileiro. O certo é que, aos trancos e barrancos, o SALIPI chega à 5ª edição, graças às parcerias firmadas com instituições públicas e privadas do Piauí. Até onde se sabe, não figura nas pretensões dos organizadores a intenção de torná-lo “o maior” ou “o melhor” do país, o que serias um despropósito. O que se busca, com trabalho e dedicação, é construir um salão com personalidade, que traduza as legítimas aspirações do povo que, generosamente, o acolheu com tanto entusiasmo e carinho. Ao SALIPI, amigos!

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FENAVIPI: FÁBIO ZANON

Fabio Zanon é uma das figuras dominantes no cenário internacional de
violão clássico. Como solista ou camerista, tem se apresentado por toda
a Europa, América do Norte e do Sul, Austrália e Oriente Médio, e é
convidado regular de teatros como o Royal Festival Hall e Wigmore Hall
em Londres, Carnegie Recital Hall em Nova York, Philharmonie em São
Petersburgo, Sala Tchaikovsky em Moscou, Sala Verdi em Milão,
Musikhalle em Hamburgo, Ateneo em Madri, KKR em Lucerna e todos os
maiores teatros do Brasil. Em 2005 realizou sua primeira turnê pela
Ásia. Em 2006, está celebrando o centenário de Radamés Gnattali com
várias apresentações de seus 4 concertos para violão e orquestra no
Brasil e na Europa.
Sua atividade recente no estúdio inclui um CD
com suas transcrições de Scarlatti, o Concierto de Homenaje do
compositor belga Jan van der Roost com a orquestra I Fiamminghi, além
de dois CDs de flauta e violão, Tangos & Choros e Mountain Songs .
Sua
reputação internacional consolidou-se em 1996, após sagrar-se, num
intervalo de poucas semanas, vencedor por unanimidade dos dois maiores
concursos internacionais: o 30° Concurso “Francisco Tarrega” na Espanha
e o 14° Concurso da Fundação Americana de Violão (GFA) nos EUA, um
feito sem precedentes. A essas vitórias seguiu-se sua primeira turnê
nos EUA e Canadá e o lançamento de seus primeiros CDs.
Sua gravação
da obra completa de Villa-Lobos, pelo selo americano Music Masters, já
é considerada uma referência. Seu CD Guitar Recital, pelo selo Naxos,
foi escolhido pelo crítico da revista britânica Gramophone como o
melhor do ano de 1998: “Técnica fluente, grande beleza e variedade de
som, resposta emocional finamente controlada, sensibilidade
estilística. Resumindo, Fabio Zanon tem de ser reconhecido como membro
da elite dos violonistas contemporâneos”.
Foi agraciado com o Prêmio
Carlos Gomes de 2005 como melhor solista instrumental. Recebeu, em
1997, das mãos do Governador Mário Covas, o Prêmio Moinho Santista, uma
das mais importantes premiações da intelectualidade brasileira. No
mesmo ano recebeu o título de Associate da Royal Academy of Music em
Londres.
Fabio Zanon iniciou seus estudos musicais com seu pai, um
talentoso amador, prosseguindo-os com Antônio Guedes, Henrique Pinto e
Edelton Gloeden. Apesar do sucesso em concursos nacionais (entre eles o
Prêmio Dell’Arte e o Jovens Concertistas Brasileiros no Rio) e
internacionais (na Itália, Espanha, Canadá e Cuba), Zanon oscilou entre
o violão, a regência e a carreira acadêmica até completar sua graduação
na Universidade de São Paulo em 1987. Em 1990 decidiu radicar-se em
Londres, estudando com Michael Lewin na Royal Academy of Music, onde
também assistiu aos masterclasses de Julian Bream e completou sua
formação em regência, obtendo um Mestrado pela Universidade de Londres.
Retomando
a atividade concertística em 1995, estreou no Wigmore Hall de Londres
com grande sucesso. Sua estréia com a Orquestra Filarmônica de Londres
aconteceu em 1998, tocando o Concerto de Astor Piazzolla.
Seu
extenso repertório inclui todas as maiores obras originais para violão,
mais de 30 concertos para violão e orquestra, um sem-número de
transcrições que vão desde o Renascimento até o Séc. XX e todo o
repertório camerístico, além de dezenas de estréias de obras
contemporâneas. Aliando cultura musical e comando técnico e expressivo
a uma atitude investigativa e livre de ranço acadêmico, ele tem
estabelecido novos critérios de avaliação do papel do violão na cena
musical contemporânea e estimulado compositores de várias tendências a
escreverem para o instrumento.
Zanon tem levado sua arte às novas
gerações, ministrando cursos em todo o mundo, incluindo a Royal Academy
e Royal College of Music em Londres, Academia Gnessin em Moscou,
Universidade de Viena e, de Nova York a Los Angeles, já visitou a
maioria das universidades de maior prestígio nos EUA, além de atuar
regularmente em festivais na Grã-Bretanha, EUA, Canadá, Brasil,
Espanha, Alemanha, Áustria, República Tcheca, Polônia, Portugal,
Uruguai, Austrália, etc. Na temporada 2003-04 a Rádio Cultura de São
Paulo transmitiu a série de 26 programas idealizados e apresentados por
Fabio Zanon, a Arte do Violão, com surpreendente repercussão; em 2006,
a mesma rádio incluiu em sua programação fixa o programa “Violão com
Fabio Zanon”.

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